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Conheça o mecanismo oculto das célula…

Conheça o mecanismo oculto das célula…

Uma nova descoberta pode mudar a forma como enfrentamos as infecções bacterianas. Cientistas da Universidade Weizmann, em Israel, identificaram um mecanismo oculto no corpo humano que permite às células produzir antibióticos naturais capazes de combater bactérias. Esse mecanismo ocorre dentro de uma estrutura celular chamada proteassoma, que, até então, era conhecida apenas por sua função de reciclar proteínas.

Agora, os cientistas revelaram que, quando uma célula é invadida por uma bactéria, o proteassoma se transforma em uma verdadeira “fábrica” de substâncias antibacterianas. Este achado abre novas possibilidades no combate às temidas superbactérias, aquelas que desenvolveram resistência aos antibióticos tradicionais.

Gosta de Biologia e ficou curioso? Abaixo, o GUIA DO ESTUDANTE te ajuda a entender o que é o proteassoma, como ele funciona e como essa descoberta pode revolucionar o tratamento de infecções.

O que é o proteassoma?

O proteassoma é uma estrutura microscópica encontrada em todas as células do corpo humano, com a função principal de quebrar e reciclar proteínas velhas ou danificadas.

Imagine que as proteínas são como peças de um quebra-cabeça que se desgastam com o tempo. O proteassoma age como um triturador, desintegrando essas peças e as transformando em pedaços menores, conhecidos como peptídeos. Esses peptídeos são então reutilizados para formar novas proteínas que são essenciais para o funcionamento celular.

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Essa função de reciclagem é fundamental para manter a saúde e o equilíbrio das células. Sem o proteassoma, as células ficariam sobrecarregadas com proteínas danificadas, o que poderia levar a diversos problemas de saúde.

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O processo de degradação das proteínas também ajuda a regular o funcionamento das células, garantindo que elas operem de maneira eficiente e controlada.

O “mestre de defesa” contra bactérias

O que os cientistas descobriram recentemente é que, quando uma célula é invadida por bactérias, o proteassoma não se limita mais a reciclar proteínas. Ele assume um novo papel: produzir substâncias antibacterianas que combatem diretamente as bactérias invasoras. Isso acontece quando o proteassoma detecta a presença de infecções bacterianas e muda sua estrutura e função. Em vez de apenas degradar proteínas, ele começa a transformar essas proteínas em substâncias capazes de destruir as membranas das bactérias, tornando-as incapazes de sobreviver ou se multiplicar.

Essa descoberta foi um verdadeiro achado na biologia celular. A professora Yifat Merbl, uma das pesquisadoras responsáveis, comentou em entrevista à BBC: “Nunca soubemos que isso acontecia. Agora sabemos que o proteassoma tem um modo secreto de defesa que é fundamental para nos proteger contra infecções bacterianas.”

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Como funciona essa defesa?

Quando a célula detecta uma bactéria invasora, o proteassoma se ativa para produzir moléculas antibacterianas. Essas moléculas atacam a parede celular das bactérias, uma das suas estruturas mais vitais, fazendo com que as células bacterianas se rompam e morram.

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Esse processo é natural e ocorre em todas as células do corpo humano. A produção dessas substâncias antibacterianas ocorre de maneira silenciosa e eficaz, sem que muitas pessoas percebam sua importância.

A segunda função do proteassoma foi descoberta graças a uma série de experimentos realizados pelos pesquisadores. Eles testaram essas substâncias antibacterianas em bactérias no laboratório e em camundongos infectados com pneumonia e septicemia. Os resultados foram surpreendentes: as substâncias naturais produzidas pelo proteassoma se mostraram tão eficazes quanto antibióticos tradicionais no combate às infecções.

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A nova esperança contra superbactérias

Com o aumento da resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais, conhecida como superbactérias, essa descoberta oferece uma luz no fim do túnel. Estima-se que mais de um milhão de pessoas morram por ano devido a infecções causadas por bactérias resistentes a medicamentos, um problema crescente em todo o mundo. O desenvolvimento de novos antibióticos tem sido cada vez mais desafiador, e muitos cientistas acreditam que a solução pode estar na exploração desse mecanismo natural do corpo humano.

A pesquisadora Dr. Lindsey Edwards, microbiologista da King’s College London, destacou à BBC: “É empolgante descobrir que temos uma ‘mina de ouro’ de antibióticos naturais dentro de nós mesmos. Agora, com a tecnologia atual, podemos detectar essas substâncias e, possivelmente, utilizá-las para criar novos tratamentos para infecções bacterianas.”

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O potencial para a medicina do futuro

O que torna essa descoberta ainda mais animadora é o fato de que as substâncias produzidas pelo proteassoma já são naturais do corpo humano. Isso pode significar que, ao desenvolver esses antibióticos, os cientistas terão menos problemas com efeitos colaterais, pois as substâncias já são “compatíveis” com o organismo.

Além disso, isso representa uma mudança importante na forma como procuramos antibióticos, que, em vez de depender de fontes externas (como o solo), podem ser desenvolvidos a partir de um processo já existente em nossas células.

Porém, embora a descoberta seja empolgante, o processo de transformar essas substâncias em medicamentos utilizáveis ainda precisa de mais estudos e testes clínicos. É o que apontou o professor Daniel Davis, imunologista da Imperial College London, também à BBC: “Ainda há muito trabalho pela frente para que possamos usar isso como uma fonte confiável de novos antibióticos. Mas, sem dúvida, estamos em um caminho muito promissor.”

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O futuro da luta contra as infecções

A descoberta de que o proteassoma pode ser uma fonte natural de antibióticos representa uma revolução na biologia celular e na medicina. Não apenas amplia nosso conhecimento sobre como o corpo combate as infecções, mas também abre novas portas para a criação de antibióticos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

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Para quem curte a área da biologia, essa descoberta oferece uma oportunidade de explorar ainda mais os mistérios da célula e como os mecanismos naturais podem ser utilizados para resolver problemas de saúde pública globais.

A luta contra as infecções bacterianas continua sendo um dos maiores desafios da medicina moderna. No entanto, graças a essa descoberta, o futuro da batalha contra as superbactérias pode ser mais promissor do que nunca.

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