
Quem nunca se viu olhando para uma obra de arte nos livros de História e se perguntando: “Onde será que isso está agora?” Se você também já ficou curioso para ver essas pinturas famosas ao vivo, saiba que elas estão conservadas em museus espalhados por diferentes partes do mundo. Muitas das grandes obras que retratam momentos marcantes da história estão em locais icônicos, guardadas com cuidado para que o público possa se conectar com o passado.
Além de serem peças centrais para o estudo da História, essas obras também são essenciais para a formação cultural de qualquer pessoa.
O GUIA DO ESTUDANTE reuniu os museus que abrigam algumas dessas preciosidades, para você ficar por dentro de onde pode admirar de perto cada uma e, quem sabe, até se programar para uma visita. Confira abaixo!
Independência ou Morte
Local: Museu do Ipiranga, em São Paulo
Vamos começar com uma obra importante para a história do Brasil e que está em casa! A famosa pintura de Pedro Américo, de 1888, retrata o momento histórico do Grito do Ipiranga, quando Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. Na obra, ele está montado a cavalo, com a espada levantada, declarando a independência do Brasil com a famosa frase “Independência ou Morte”, enquanto um cenário dramático ao fundo sugere a grandeza e a importância do evento.
A pintura simboliza o momento de ruptura com Portugal e o nascimento da nação brasileira independente. Vale lembrar que composição é marcada pela idealização do episódio, com uma ênfase na figura de Dom Pedro I como herói nacional, mas que não aconteceu exatamente como o retratado na imagem.
+ Independência ou Morte: a história por trás da pintura de Pedro Américo
A Liberdade Guiando o Povo
Local: Museu do Louvre, em Paris, França

Essa é uma pintura de Eugène Delacroix, criada em 1830, que retrata a Revolução de Julho na França. A obra mostra a personificação da Liberdade como uma mulher liderando um grupo de insurgentes durante os confrontos nas ruas de Paris. Ela segura uma bandeira tricolor, símbolo da Revolução Francesa, enquanto é acompanhada por pessoas de diferentes classes sociais, como soldados, trabalhadores e até crianças. A imagem reflete a união do povo na luta pela liberdade contra o regime de Carlos X.
A pintura também transmite a ideia de que a liberdade é um ideal universal, representado pela figura feminina que guia a revolução. O uso de cores fortes e contrastantes e a disposição dinâmica das figuras criam uma cena de ação intensa, refletindo o espírito do movimento revolucionário. A obra se tornou um símbolo não apenas da Revolução Francesa, mas também de outras lutas por liberdade e justiça em diversas partes do mundo.
Guernica
Local: Museu Reina Sofia, em Madri, Espanha

“Guernica” é uma pintura de Pablo Picasso, de 1937, em resposta ao bombardeio da cidade espanhola de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. A obra expressa o caos, a violência e o sofrimento causados pelo ataque aéreo dos aviões nazistas que apoiavam o regime franquista. Picasso utiliza uma paleta de cores em tons de preto, branco e cinza, e apresenta figuras distorcidas e angustiadas, como um cavalo em sofrimento, uma mulher gritando com seu filho nos braços e um touro, que simboliza tanto a Espanha quanto a brutalidade do conflito.
A pintura é um poderoso protesto contra a guerra e a violência, e sua imagem se tornou um símbolo universal da luta contra a opressão e a destruição. “Guernica” está exposta no Museu Reina Sofia, em Madri, onde é uma das obras mais emblemáticas da arte moderna.
+ Pablo Picasso: o artista que fundou o cubismo e pode cair nas provas
A Primeira Missa no Brasil
Local: Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro

Pintado por Victor Meirelles em 1860, o quadro retrata o momento histórico da celebração da primeira missa no Brasil, realizada pelos portugueses em 1500, logo após a chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral. A cena ocorre no litoral brasileiro, e é representada com grande detalhamento das figuras, expressões e vestuário da época. A pintura apresenta o padre Henrique de Coimbra, celebrando a missa diante de uma pequena comunidade de indígenas, que observam o evento com curiosidade. O quadro simboliza o início do processo de colonização portuguesa e a introdução do catolicismo no território.
O quadro, ao mesmo tempo, serve como uma reflexão sobre o contato entre os colonizadores e os povos indígenas, abordando as primeiras interações e o impacto da chegada dos europeus no Brasil. A obra também é um exemplo de como a arte foi usada no século 19 para consolidar uma narrativa nacional, que ligava a fundação do Brasil à figura do cristianismo e à herança portuguesa. Ao focar na missa como um ponto de partida simbólico, Meirelles não só ilustra um evento religioso, mas também destaca a fusão de culturas e a complexidade dos primeiros momentos de contato entre diferentes povos.
A Noite Estrelada
Local: Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, Estados Unidos

“A Noite Estrelada” é uma pintura de Vincent van Gogh, finalizada em 1889, que retrata uma vista noturna da janela do hospital onde o artista estava internado, em Saint-Rémy-de-Provence, França. A obra mostra um céu dramático e vibrante, com espirais de estrelas iluminando a noite. O cemitério e a vila ao fundo são representados de forma mais tranquila, criando um contraste com o movimento intenso e as cores fortes do céu.
A pintura é uma das mais reconhecidas de Van Gogh, caracterizada pelo uso de pinceladas expressivas e pela combinação de tons de azul e amarelo. “A Noite Estrelada” reflete a visão de Van Gogh sobre a natureza e o seu estado emocional, sendo um exemplo marcante do pós-impressionismo.
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